Me chamo Sueli Daiane Rocha, tenho 35 anos e adoro viajar para vários lugares do Brasil, principalmente para Campos Do Jordão onde tem vários pontos turísticos.
Essa é uma boa opção para quem quer provar a gastronomia do chef sem ter que desembolsar os R$ 690 do menu-degustação de 10 passos ou para quem deseja algo mais rápido na hora do almoço.
O menu executivo do D.O.M é servido apenas de segunda a sexta, das 12h às 15h.
D.O.M. volta a servir almoço executivo / Ricardo D’Angelo
Por R$ 98, os clientes recebem como entrada Salada verde e Pão de mandioca. Na sequência, podem saborear um prato principal entre Peixe do dia, Frango ou Escalope de mignon, mais acompanhamentos servidos à vontade, como: Arroz branco, Feijão roxinho e Feijão preto, Batata sautée, Couve refogada com bacon, Banana à milanesa e Farofa.
Sobremesas são cobradas à parte, entre as opções tem Frutas da estação (R$ 31); Espuma de manga, maracujá e baunilha com sorvete de coco e cristais de gengibre (R$ 35); Clássico pudim de leite (R$ 39), além de Doces da fazenda (R$ 42).
Para aproveitar, é importante fazer a reserva no site do restaurante. Vale destacar que o menu-degustação segue sendo servido na hora do almoço e sob reserva, mas que, para a melhor experiência, não é possível reservar o executivo e o degustação na mesma mesa.
Sobre o D.O.M. Restaurante
Há 23 anos, o restaurante de Alex Atala leva os sabores brasileiros para além de nossas fronteiras. O chef que tem mais de três décadas de carreira foi um dos precursores da alta cozinha brasileira, dando valor e levando os sabores cotidianos para as listas de melhores do mundo. Em 2021, o D.O.M. Restaurante foi eleito o 3º melhor da América Latina, por The World 50 Best Restaurants, e em 2022, o chef Alex Atala ficou em 10º no prestigiado ranking The Best Chef Award, que destaca os 100 maiores nomes da gastronomia mundial.
D.O.M.: Rua Barão de Capanema, 549, Jardins, São Paulo / Almoço brasileirinho (executivo): R$ 98 + 10% de serviço, de segunda a sexta-feira das 12h às 15h. / Tel.: (11) 3088-0761/ 3081-4599 / Reservas via site: domrestaurante.com.br
Ah, a Itália… a terra das pizzas, massas e muito molho de tomate. Pelo menos, essa é a impressão que muitos visitantes têm ao planejar uma viagem ao Bel Paese. Mas se eles planejam visitar locais turísticos populares como Cinque Terre ou Portofino, podem ficar chocados – porque a comida tradicional da Ligúria, a região costeira do noroeste do país onde ambos estão localizados, está longe do que os estrangeiros podem chamar de “italiano”.
Onde outras regiões da Itália têm pratos tradicionais que são o que reconhecemos como comida “italiana”, os pratos tradicionais da Ligúria são um pouco diferentes.
Claro, há macarrão com pesto. Mas também há pratos como a farinata, uma espécie de panqueca de grão-de-bico salgada e servida em fatias, e o cappon magro, uma “salada” de frutos do mar e legumes cozidos, regada com molho verde de manjericão, geralmente servido em uma pilha elaborada que o faz parecer um prato preparado para um banquete.
E quanto aos tomates? Você os encontra em meio ao ensopado ou um molho estranho, mas eles não são o centro da atenção como em nossas imaginações das comidas “italianas”.
Isso se deve em parte ao fato de que a cena gastronômica da Itália é altamente regional, com grande variação mesmo de cidade para cidade. Mas, dizem os especialistas, essa não é a única explicação.
Cappon magro é uma salada de frutos do mar e vegetais empoleirada em um biscoito / Reprodução/CNN
Amor pela tradição
Você pode pensar que a culpa se deve à paisagem da Ligúria de colinas íngremes, falésias e montanhas. Mas Sergio Rossi, que tem um blog sobre comida da Ligúria e se autodenomina “Cucinosofo” (filósofo da cozinha), diz que esse não é o caso: “Tomates crescem muito bem aqui”.
Em vez disso, diz ele, é mais provável que seja a natureza “tradicionalista” e “fechada” dos lígures – apesar de a capital regional, Gênova, ter sido um dos portos e centros comerciais mais importantes do Mediterrâneo.
“Os lígures eram os maiores comerciantes, mas [novos ingredientes] não necessariamente entravam em suas receitas”, diz ele. “Os genoveses são reservados, voltados para a intimidade familiar e comunitária. No passado, as mudanças sempre foram vistas com certa desconfiança, principalmente pelas classes trabalhadora e média – como aconteceu com a introdução de ingredientes do Novo Mundo”.
Embora os genoveses tenham uma longa história de fazer e comer macarrão – há um documento de 1244 que faz referência a isso – eles simplesmente “nunca usam tomate como condimento”.
Na verdade, diz Rossi, a chegada da batata foi “muito mais importante” do que a do tomate. As batatas deram ao povo da entroterra – as áreas montanhosas e íngremes do interior habitadas por contadini (camponeses) – um alimento confiável que os manteve vivos.
Embora, mesmo assim, essa natureza super ligada à tradição dos habitantes da Ligúria não facilitou as coisas. A batata era vista como uma “coisa chique” do exterior, diz ele – então, no século 18, enquanto a aristocracia genovesa se banqueteava alegremente com pratos de batata ao estilo francês, as comunidades rurais desconfiavam.
A Igreja Católica teve que intervir, com os padres locais convencendo seus paroquianos de que as batatas eram seguras para comer por volta de 1786. A humilde batata acabaria por “mudar a vida” de agricultores e trabalhadores, diz Rossi. Mas os tomates não. “Eles não enchem o estômago – então eles nunca seriam um ingrediente fundamental”, diz ele.
Rossi diz que foi apenas no século 19 que o molho de tomate se tornou um alimento viável para o mercado de massa e para a classe trabalhadora, graças a métodos de conservação como os enlatados.
“Foi quando o tomate entrou nos pratos – às vezes massas, mas também ensopados, como minestrone Genovese e ensopado de bacalhau. Os lígures produziam um molho de tomate”.
Uma parte secreta da Itália
Embora os estrangeiros associem a comida italiana aos tomates, na verdade eles são uma introdução relativamente recente no país.
“O tomate chegou do México como novidade para os jardins botânicos por volta de 1580”, diz Diego Zancani, autor de How We Fell in Love with Italian Food (Como Nos Apaixonamos Pela Comida Italiana, na tradução livre). “Mas levou muito tempo para ser reconhecido como comestível”.
Na época, os pratos mundialmente famosos da Ligúria, como macarrão com pesto, focaccia e farinata, já estavam enraizados.
E enquanto outras regiões incorporaram tomates em seus pratos de assinatura – “Sempre fico surpreso quando vou à Toscana e vejo quanto tomate eles usam em pratos que provavelmente têm origens medievais [pré-tomate]”, diz Zancani – os lígures não. Assim como Rossi, ele atribui isso ao isolamento cultural.
“A Ligúria sempre foi uma parte muito secreta da Itália – Gênova teve contato com o resto do mundo por causa de seus navios, mas grande parte do resto está bastante isolada”, diz ele.
“É uma região amplamente montanhosa, então as tradições são mantidas por muito mais tempo do que em outros lugares. Em qualquer área rural, há muito conservadorismo – as coisas foram mantidas por séculos sem muita mudança”.
No menu: comida medieval
A comida da Ligúria é muito importante para Enrica Monzani, que desistiu de uma carreira como advogada genovesa para se concentrar apenas na comida de sua região. Hoje, ela dá aulas de culinária e escreve sobre pratos costeiros da Ligúria, como folhas de sálvia fritas e anchovas recheadas em seu blog, chamado A Small Kitchen in Genoa.
Para Monzani, a falta de tomates na comida da Ligúria não é realmente uma falta – em vez disso, é um sinal da culinária rica em vegetais da Ligúria, o que significa que não há espaço para uma estrela do show.
Sim, pesado em vegetais. Porque embora pensemos na Ligúria como um destino costeiro, na verdade, os frutos do mar só entraram no cânone da culinária da Ligúria quando o turismo decolou nos anos 1900, diz ela.
Em vez disso, os lígures sempre fizeram terraços nas encostas dos penhascos e nas montanhas para cultivar vegetais e adquiriram ingredientes como cogumelos nas colinas arborizadas e nas montanhas do interior – depois adicionaram coisas como anchovas durante a temporada de verão.
Friggitorie – literalmente “friturarias” – também são populares em Gênova desde a Idade Média, servindo pequenos peixes empanados, bem como ravioli frito, panisette (como grão-de-bico grandes) e frisceu (bolinhas de massa fritas).
“Nossa cozinha tradicional é baseada em vegetais ou produtos da floresta – castanhas, batatas, cogumelos e ervas – está mais ligada aos agricultores e camponeses do que aos pescadores”, diz ela. Ela ainda tem uma seção de seu site dedicada a receitas de “ervas e flores silvestres”.
Além do mais, a massa com molho de tomate nunca iria pegar em uma região que criou suas principais molhos de massa no período medieval, diz ela.
“É tradicional para nós temperar massas com molhos crus: pesto, molho de nozes, molho de pinhão – há um ótimo molho de manjerona e pinhão”, diz ela.
“Até mesmo nosso molho de carne é um pedaço enorme de carne cozido lentamente por horas até liberar seus sucos. Tem uma quantidade minúscula de tomate. A massa com molho de tomate não é tão comum, e nós a usamos principalmente para dar acidez aos ensopados, como no ensopado de bacalhau ou no pollo alla cacciatora” – frango “cacciatore” assado, para o qual Monzani usa apenas três tomates, enquanto outras receitas italianas têm a carne nadando em molho de tomate.
“Geralmente, na culinária da Ligúria, adicionamos um pouco de pasta de tomate [em vez de massas de tomates]”, diz ela.
Região da Ligúria está encravada entre o mar (como Boccadasse nos arredores de Gênova) e as montanhas. / Reprodução/CNN
Influência oriental
A tradição da Ligúria de molhos de massas crus à base de nozes remonta à influência muçulmana e árabe do período medieval, diz Monzani, estimulada pelo status de Gênova como um dos portos mais importantes do Mediterrâneo. Os piratas sarracenos também fizeram incursões ao longo da costa. O resultado? “No início da Idade Média, introduzimos as nozes em nossa culinária”.
Acredita-se que o manjericão também tenha vindo do leste, diz Rossi. “Não é fácil dizer como chegou, mas durante séculos Gênova foi o porto mais importante do Mediterrâneo – é óbvio que se um ingrediente chegasse, chegaria aqui”.
O pesto é derivado da agliata, uma família de molhos medievais com muito alho, diz ele. Enquanto outras partes da Itália tinham manjericão, foram os lígures que o combinaram com nozes, alho e parmesão.
O fato de os lígures já possuírem massa – eles a produzem há 800 anos e a comercializam por um pouco mais de tempo – foi “fundamental”, diz ele. O pesto já era citado como condimento para a massa nos giorni di magro – dias sem carne impostos pela Igreja Católica – em 1618.
Especial do dia: ervas silvestres e calda de rosas
O amor da Ligúria pelos vegetais vai além do que podemos encontrar nos supermercados. Há uma longa tradição aqui de comer ervas selvagens e até flores – xarope feito de pétalas de rosa prensadas é um produto obrigatório no verão.
Hoje, prebbugiun é uma mistura de quaisquer ervas locais consumidas em uma sopa, salada, torta ou frittata (prato estilo omelete), diz Rossi; o nome deriva de “prebollire” ou “sbollentare” – parboilizar ou branquear. Enquanto hoje isso se refere principalmente a ervas silvestres, no século 19, receitas e dicionários listavam repolho, acelga, salsa e outras ervas como ingredientes.
Ainda hoje, nos vales fora de Gênova, diz ele, toma a forma de repolho, batata e alho, parboilizado e servido com azeite como aperitivo.
Zancani diz que grande parte da cozinha da Ligúria “é baseada na comida camponesa, especialmente no conhecimento de ervas selvagens”. “Eles têm várias misturas que dependem de ervas selvagens específicas que só podem ser encontradas nas colinas e montanhas da Ligúria”, diz ele.
E, claro, como Rossi reitera, a comida na Itália é altamente local, muitas vezes nem por região, mas geralmente por cidade, vale ou vila. “É como um grande mosaico – bonito, mas precisamos olhar para cada pedra que o compõe”, diz ele. “Temos cozinha tradicional por regiões, aldeias e até famílias”.
“A comida italiana não existe – pelo menos não na Itália”.
Um destino que enche os brasileiros de orgulho, Foz do Iguaçu é a prova de que nós somos minúsculos diante da natureza. E essa frase pode parecer clichê ou saída de um texto religioso, mas não é.
Ao parar diante das Cataratas do Iguaçu, apontadas pela Fundação New 7 Wonders como uma das novas sete maravilhas da natureza, é difícil não se emocionar ao sentir a potência, a força e o barulho da água que desce dominando o espaço e que não deixa dúvida de quem manda por lá. É impactante e inesquecível.
Agora imagine ter toda essa natureza e energia no quintal de casa? O Hotel das Cataratas é o único empreendimento dentro do Parque Nacional do Iguaçu e tem, literalmente, as Cataratas como cenário do seu jardim. Aliás, tem as Cataratas e mais de 180 mil hectares de reserva florestal.
Vista do mirante do hotel / Tina Bini
Considerado um Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela UNESCO, o Parque Nacional do Iguaçu é habitat de centenas de espécies da fauna e da flora. Alguns números dão uma ideia da grandiosidade e importância do local: é a morada de 257 espécies de borboletas, 348 de pássaros, 18 de peixes, 12 de anfíbios, 41 de cobras, oito de lagartos e 45 de mamíferos.
Está localizado em uma área de conservação em que somente 0,3% da extensão total das terras delimitadas está aberta aos visitantes. E, acredite, esses 0,3% possíveis já surpreendem com sons e animais difíceis de encontrarmos em qualquer outro lugar do mundo – e fica ainda mais surpreendente quando você tem acesso ilimitado a qualquer hora do dia.
Apenas os hóspedes do hotel podem visitar as Cataratas e andar pelo parque a qualquer momento, tendo acesso exclusivo antes dele abrir para o público em geral e depois que já fechou.
Se ficar cara a cara com as Cataratas já é uma experiência inesquecível, ter a oportunidade de estar sozinha, só você e aquela enxurrada vibrante, é ainda mais especial e marcante – além de render fotos dignas de porta-retrato.
O Hotel das Cataratas
Numa casa tombada e construída em 1958, o hotel já foi administrado por outros grupos e nem sempre teve seus dias de glória como atualmente.
A propriedade, inclusive, já ganhou o prêmio de melhor hotel da América do Sul pelo World Traveller Middle East Reader´s Awards, importante premiação e considerada a maior publicação de turismo do Oriente Médio; assim como também foi eleita como o melhor hotel da América do Sul em 2022 pelo Forbes Travel Guide, com avaliação máxima dada aos hotéis pelo guia.
Fachada icônica do Hotel das Cataratas / Tina Bini
A grande virada do Hotel das Cataratas aconteceu em 2007, quando o grupo Belmond, mesma que administra o Copacabana Palace, rede de referência em luxo ao redor do mundo, assumiu sua administração e, logo de cara, investiu R$ 60 milhões em uma reforma que recriou as 187 acomodações e espaços de uso comum, como as piscinas, restaurantes, jardins e a abertura de um novo spa.
Uma nova reforma foi feita no período da pandemia, aliás, dificilmente o hóspede não encontrará uma equipe de manutenção em algum canto do hotel, que só em 2022 investiu R$ 13 milhões em renovação de enxoval e melhorias nos quartos, que, de fato, são impecáveis e acompanham o design da fachada em estilo português.
O luxo impera no hotel, onde a palavra de ordem é se conectar com a natureza. É um luxo nos pequenos detalhes, como, por exemplo: ao chegar nas acomodações os hóspedes são recepcionados com uma cocada divina feita na casa e uma mini almofada bordada com o seu nome e uma imagem de alguma ave da região, aquele tipo de delicadeza difícil de encontrar.
Todos os hóspedes ganham uma almofada com o nomes e o desenho de uma ave da região bordado / Tina Bini
A gastronomia
O hotel possui dois restaurantes, além de um bar com um belo terraço e vista para as Cataratas e o bar da piscina, esse último é o único que atende apenas os hóspedes, os outros são abertos também para os visitantes do parque.
O restaurante Ipê é o mais descontraído e fica à beira da piscina, com mesas internas e externas, e é onde é servido o café da manhã, caprichado e digno de novela, e o almoço, normalmente, em estilo buffet com – literalmente – um pouco de tudo.
Com duas grandes estações lotadas de pães, doces, bolos, queijos e embutidos, frutas e opções sem glúten e lactose, além de uma estação quente onde é possível pedir para fazer na hora tapiocas, ovos mexidos e outras gostosuras, a dica é se programar para tomar o café sem pressa. Os pães, bolos e doces são todos produzidos na casa e valem ser provados – o pain au chocolat e o croissant são divinos e não podem ficar de fora do seu desjejum.
Já os hóspedes que escolherem almoçar no hotel, um cardápio que varia entre à la carte, com pratos tradicionais brasileiros, buffet variado ou a típica feijoada aos sábados são servidos por lá.
Mas na grande maioria dos dias um grande buffet estilo self-service é montado com opções para todos os gostos. Tem saladas, carnes, macarrão, arroz com feijão e a grande estrela do almoço, o pudim de leite impecável de sobremesa.
Lá também tem opção de jantar, que pode variar entre o tradicional churrasco gaúcho, com uma boa variedade de cortes de carnes, peixes e legumes, com um buffet recheado de guarnições quentes. Algumas noites, possui um menu à la carte com gastronomia brasileira e algumas iguarias da cozinha típica Italiana.
Restaurante Itaipu / Divulgação
Para o jantar a dica é ir ao menos duas noites no restaurante Itaipu, no piso térreo do prédio principal, para conseguir provar várias opções do cardápio que privilegia ingredientes locais.
Entre as sugestões de imperdíveis estão Burrata com frutas vermelhas e legumes da estação; Tartar de lagosta, maçã verde, abacate, iogurte e framboesa liofilizada; Paleta de Wagyu, purê de feijão fresco, farofa, ovo de codorna, cenoura glaceada e molho de coentro; Carré de cordeiro, aligot trufado, batata gratin, molho alecrim; e Risoto de rabada, ovo perfeito e agrião.
O que também surpreende por lá é a adega com uma seleção escolhida a dedo pelos sommeliers da casa com rótulos do Paraná. Ao menos uma noite, a sugestão é se deixar levar por um jantar harmonizado apenas com os rótulos do estado – uma experiência que foge do óbvio até para os mais experientes apreciadores de vinho.
Área interna do Bar Tarobá / Fran Parente
Aberto também para os não hóspedes, o Bar Tarobá é o spot perfeito para apreciar o pôr do sol com um bom drinque em mãos em Foz do Iguaçu. (Aliás, essa é a dica de ouro para quem não tem a sorte de estar hospedado no Hotel das Cataratas – vá nesse horário tomar drinques e petiscar por lá e depois faça um passeio pelas Cataratas no horário que não está aberta ao público em geral!)
Neste ano, o bar apresentou excelentes novidades no cardápio, que contou com a consultoria de Alex Mesquita, um dos mixologistas mais influentes da coquetelaria brasileira e latino-americana dos últimos anos.
Bar Tarobá tem drinques criados pelo mixologista Alex Mesquita com foco na cultura brasileira e local / Divulgação e Tina Bini
O bar tem um cardápio com foco em drinques e petiscos inspirados na cultura brasileira e local. “Estamos trabalhando para que o Bar Tarobá tenha uma identidade própria, onde nossos hóspedes e visitantes possam desfrutar de um ambiente relaxante, confortável e com os melhores drinques”, afirma Fábio Pereira, Gerente de Alimentos e Bebidas do Hotel das Cataratas.
Com um aumento de mais de 30% nas opções de bebidas, destaque para os coquetéis exclusivos que homenageiam os pássaros nativos da região, como o Tucano, feito com gin Brasileiro, xarope de maçã verde, suco de laranja, xarope de pitanga e espuma de gengibre; e o Guacho, licor de açaí, suco de limão tahiti, xarope e espuma de gengibre.
Os fãs de gin também poderão experimentar o Água das Cataratas, que leva gin Rio Negro, tônica, suco de limão siciliano, xarope de gengibre, manjericão e pimenta rosa. Entre os coquetéis clássicos, destaque para as combinações feitas com Champagne, como o Bellini e o Kir Royal.
“Trouxemos ainda mais opções de drinques feitos com cachaça para a seção Brasilidades, criada especialmente para os drinques feitos à base da bebida. Entre coquetéis autorais e clássicos, incluímos ainda uma seção de mocktails [coquetéis sem álcool] e outra para crianças. Outro destaque são os drinques à base de Champagne, feitos com Moët & Chandon”, revela Alex.
Para acompanhar os coquetéis, vale pedir o queijo coalho grelhado com melaço de cana e romã; o ceviche de peixe branco com leite de coco, tucupi e limão; blinis de salmão defumado com sour cream e ovas; camarão crocante e geleia agridoce de pimenta; e dadinhos de tapioca com molho barbecue de goiaba.
Lazer e experiências além das Cataratas
No roteiro da sua viagem para Foz do Iguaçu, provavelmente, consta o passeio no Macuco Safari, a visita ao Parque das Aves ou até um pulo no lado argentino para comer uma boa carne. Programação que vale a pena e, realmente, devem estar na sua agenda.
Mas reserve algumas horas por dia para curtir a estrutura e experiências que o hotel oferece.
Área da piscina do Hotel das Cataratas / Tina Bini
Entre elas a grande piscina que é um convite para horas deitada sem fazer nada, a quadra de tênis, a academia, bicicletas para usar na ciclovia de aproximadamente 11 Km do hotel ao portão do Parque, tabuleiro gigante de xadrez no jardim e mesa de sinuca, espaço Kids e spa com um farto cardápio de terapias.
Piquenique em frente ao Hotel das Cataratas, com vista para as Cataratas é uma das experiências que oferecem aos hóspedes / Tina Bini
O piquenique no pôr do sol com vista para as Cataratas e o som da natureza ao fundo é o cenário dos sonhos e ideal para famílias com crianças ou apenas para curtir um momento ao lado dos amigos. Espumante, suco de frutas fresco, prato de frutas naturais, pães artesanais acompanhados frios e queijos e sanduíches fazem parte do menu. Com vagas limitadas por dia e cobrado à parte, vale reservar com antecedência essa experiência.
Para quem gosta de cachaça é imperdível a degustação guiada pelo especialista Nacir Zandoná, no Bar Tarobá, que acompanha queijos e chocolates. São três diferentes opções de degustações harmonizadas com os mais diferentes estilos de produção, envelhecimento e oriunda de diversas regiões do país.
Tabuleiro gigante de xadrez no jardim do hotel / Tina Bini
Ainda há experiências como o churrasco sob as estrelas, drinque no mirante, passeio da Lua Cheia, onde nos quatro dias do ciclo de lua cheia os hóspedes podem apreciar o fenômeno do arco-íris lunar. A luz da lua cheia refletida no spray da queda d’água forma inúmeros arco-íris e dá uma visão única. Essa experiência foi a vencedora da categoria “Experiência mais inovadora para hóspedes” durante o Virtuoso Travel Week, em agosto de 2016, em Las Vegas.
Ter a oportunidade de ter momentos só você em frente de uma das 7 novas maravilhas do mundo é aquele tipo de situação que poderíamos dizer que é “impagável”, mas a verdade é que tem um preço. O Hotel das Cataratas tem diárias a partir de R$ 1.795 + taxas**.
*A jornalista viajou a convite do Hotel das Cataratas.
** Preços consultados em outubro de 2022.
Líder global em viagens de luxo e experiências, o Rosewood Hotels & Resorts abrirá uma nova unidade na Itália em 2025, na agitada e cosmopolita Milão.
O Rosewood Milão estará bem situado à beira do Quadrilatero della Moda, o distrito fashion da cidade, e a poucos passos da famosa avenida comercial Via Montenapoleone, repleta de boutiques de luxo icônicas, lojas de antiguidades e cafés movimentados.
Com 70 quartos, incluindo cerca de 20 suítes, a propriedade abrangerá os históricos e emblemáticos Palazzo Branca e Palazzo della Banca Commerciale, construídos no século 19 e antiga sede do Banco Comercial Italiano.
A renomada empresa parisiense Studio K.O. supervisionará o design, e promete criar um espaço eclético, colorido e atemporal ao mesmo tempo, combinando detalhes clássicos com toques modernos que dão nova vida e energia ao grande edifício histórico, respeitando sua herança cultural. A proposta será mostrar no projeto a influências do papel da cidade como centro da moda global, criando um oásis urbano para os luminares criativos que passam regularmente por Milão.
Rosewood Milan será o lar de um bar e restaurante com pátio e jardim e também abrigará as instalações do wellness center Asaya® com três salas de tratamento, piscina coberta e academia de ginástica.
“Este desenvolvimento vem com grande entusiasmo à medida que continuamos nosso crescimento na Europa e na Itália especificamente”, diz Sonia Cheng, CEO do Grupo Hotel Rosewood.
“Rosewood continua a se expandir para destinos onde sabemos que nossos hóspedes ‘exploradores afluentes’ querem viajar. Com toda a sua cultura e vitalidade, Milão preenche todos os requisitos para uma localização urbana de Rosewood e completará nosso portfólio de capitais globais da moda onde a Rosewood está presente, incluindo nossas propriedades icônicas em Nova York, Paris e Londres.”
Com a possibilidade de ficar isolado em casa, com o começo da pandemia, o advogado paulista Duncan não pensou duas vezes: entrou na internet e realizou o sonho de comprar um terreno, sem nem olhar, na Chapada dos Veadeiros, região que já havia visitado 12 vezes.
Quando foi visitá-lo, foi amor à primeira vista. Mas ele se impressionou com a proximidade do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, praticamente no seu quintal.
O impulso rendeu um questionamento: o terreno ficava na área de amortecimento de conservação do Parque, o que significa que uma construção poderia levar até pelo menos 10 anos de procedimentos para seguir adiante.
Da dificuldade, porém, surgiu uma solução. Duncan estudou um projeto comum em hospedagens sustentáveis em áreas de parques pelo mundo: os famosos Glampings.
A palavra vem da soma de Glam + Camping, um jeito mais confortável e charmoso de acampar – uma espécie de acampamento sofisticado que nos aproxima da natureza.
Como o próprio Hidden Treasure – Glamping Chapada dos Veadeiros, estas acomodações ficam em locais reclusos e possuem poucas unidades, o que garante privacidade e experiências personalizadas.
É uma modalidade que entrou em evidência na pandemia mas que, definitivamente, veio para ficar.
Um tesouro escondido
1 de 3
Ao todo são quatro domos, também chamados aqui de pods, que compõem o Glamping Chapada dos Veadeiros
Crédito: CNN Viagem & Gastronomia
2 de 3
Complexo é permeado por caminhos suspensos de madeira, o que evita contato direto com o chão da terra
Crédito: Daniela Filomeno
3 de 3
Quartos possuem vistas privilegiadas para o entorno da Chapada
Crédito: Daniela Filomeno
A ideia de Duncan com o glamping na Chapada dos Veadeiros era trazer uma hospedagem sustentável que servisse de exemplo para esta região, considerada a “caixa d’água do Brasil”, apelido dado por ser uma das mais importantes fontes de água para o país.
Para se ter uma ideia do bioma do Cerrado, além de toda a riqueza da fauna e da flora, sua geografia no centro do país marcada por planaltos também abriga diversas nascentes. Das doze principais regiões hidrográficas do país, oito têm nascentes na região.
Tendo como base esse arcabouço de conhecimentos e também mirando na importância sustentável do local, surgiu então o Hidden Treasure – Glamping Chapada dos Veadeiros, um tesouro escondido.
O glamping, inclusive, não tem marcação de localização: só recebemos o endereço após a confirmação da reserva.
A Chapada
De malas prontas e a caminho de Alto Paraíso de Goiás, uma das portas de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e única informação pública do paradeiro da hospedagem, passamos por cenários típicos do Cerrado e avistamos ao longe grandes formações rochosas.
A cerca de 240 km de Brasília, digo que a Chapada é mais do que um paraíso: é uma verdadeira experiência natural que mexe com todos os nossos sentidos.
Conhecida por suas formações de cristais de quartzo, piscinas rochosas e quedas d’água, suas paisagens, seus sabores e saberes nos deixam encantados – e nos trazem para mais perto da terra, com admiráveis aprendizados de respeito à natureza.
O Parque Nacional da Chapada, patrimônio mundial da Unesco que abriga uma vida animal e vegetal abundante, é destino certo para entrar em contato com a verdadeira essência da região.
O Vale da Lua também é um destes locais, um conjunto de rochas que cria uma superfície similar com a da Lua, em que as águas que correm entre elas são transparentes.
Daniela Filomeno no Vale da Lua, uma das atrações naturais mais famosas da Chapada / Acervo pessoal
Tudo isso pode ser visitado depois que chegamos na área do glamping, onde o simpático casal Duncan e Letícia nos recebe.
Duncan faz questão de fazer com que nos sintamos em casa: do aperitivo de boas-vindas, com um bom vinho branco gelado servido no deque da sua “bolha”, aos tons de vermelho que decoram o céu da Chapada, no pôr do sol, passando pelo café da manhã, servido na área comum do hotel, um charmoso gazebo de madeira envidraçado, nada escapa do seu olhar.
Além da receptividade calorosa dos anfitriões, tudo aqui é feito para aproveitar ao máximo do meio ambiente, como manda a Chapada dos Veadeiros. O foco é garantir um contato íntimo com a região de maneira a respeitar suas tradições, cultura e mistérios.
Seja dentro dos quartos ou do lounge comum aos hóspedes, as vistas para o horizonte são de tirar o fôlego e, com o passar do dia, as paisagens se transformam com pinceladas de diferentes cores.
Domos e experiências
Os quatro quartos, também chamados pods, são acessados por um caminho suspenso de madeira, ou seja, não estão em contato direto com o chão, o que ajuda a atenuar a ação humana nesta terra.
Eles estão equipados com ar-condicionado e aquecedor, já que as temperaturas caem drasticamente à noite. Máquina de café expresso, chuveiro de água quente, lençóis e toalhas de alta qualidade completam as amenidades.
As acomodações comportam até três pessoas e em uma delas há até banheira, a qual também contempla paisagens fenomenais do lado de fora.
E talvez o verdadeiro luxo das acomodações seja este: o deque, que nos garante vistas privilegiadas para a Chapada e um pôr do sol de cores quentes incomparável.
1 de 7
Daniela Filomeno em frente ao quarto do Glamping, posicionado praticamente no quintal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Crédito: CNN Viagem & Gastronomia
2 de 7
Quartos contam com ar-condicionado, aquecedor e amenidades de qualidade
Crédito: Daniela Filomeno
3 de 7
Vistas para a região da Chapada são um dos maiores luxos do Glamping
Crédito: Daniela Filomeno
4 de 7
Daniela Filomeno curte uma tarde no quarto e aprecia as vistas para a bela natureza da região
Crédito: CNN Viagem & Gastronomia
5 de 7
Pôr do sol do Cerrado é um dos momentos mais especiais de ser contemplado por aqui
Crédito: Daniela Filomeno
6 de 7
Estrelas recheiam o céu quando cai a noite
Crédito: Daniela Filomeno
7 de 7
Tábua de charcutaria e queijos é providenciada pelo anfitrião para deixar as noites ainda mais saborosas
Crédito: Daniela Filomeno
Estar em meio a tanta riqueza natural é um convite a descobrir o que de melhor a Chapada tem. Ao lado de Duncan, proprietário e concierge do glamping, passeios sob medida são desenhados para os mais diferentes tipos de turistas.
Se a escapada para o parque, com suas trilhas e cachoeiras acontece durante o dia, ao cair da noite podemos jantar sob a luz do luar e das estrelas – em determinadas épocas podemos até enxergar a Via Láctea a olho nu.
À noite, Duncan ainda faz questão de servir um menu-degustação preparado por ele mesmo com ingredientes selecionados de produtores do entorno, como o pão de baixa fermentação e frutas do Cerrado.
Não está com fome? Uma boa tábua de embutidos e queijos combina com o friozinho da noite da Chapada.
É interessante para nós da cidade grande, tão acostumados ao barulho das freadas bruscas dos carros, caminhões na rua e aviões atravessando o céu, dormir ao som de um pequeno animal cruzando os deques suspensos do Glamping. Ou do vento que balança na lona que cobre a estrutura.
Minha sugestão? Faça como fiz: configure o despertador para admirar um dos céus mais estrelados do Brasil diretamente da cama. Ou veja o sol nascer com a Montanha da Baleia, cartão-postal do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, ao fundo.
Após algumas noites cercada por este local mágico, constato uma verdade absoluta: impossível esquecer esta experiência.
Hidden Treasure – Glamping Chapada dos Veadeiros Alto Paraíso de Goiás, Chapada dos Veadeiros, Goiás Contato via e-mail: contato@glampingchapadadosveadeiros.com Instagram: @glampingveadeiros